sábado, 27 de maio de 2017

Red Nose Day Actually . 2017

A muito esperada curta-metragem, da adorável comédia romântica Love Actually de 2003, foi finalmente cedida online pela NBC, para contentamento de todos nós! 

A iniciativa partiu para ajudar uma campanha de pobreza infantil, na qual todos os actores se disponibilizaram para participar sem receber qualquer cachet. Passado 14 anos, voltamos a rever caras como Colin Firth, Hugh Grant, Keira Knightley, Liam Neeson, Laura Linney, Chiwetel Ejiofor e até Lúcia Moniz, todos juntos num filme, por uma boa causa.

Tem isto grande relevância no mundo do cinema? Não. Mas são 15 minutos de pura nostalgia. Deliciem-se com este pequeno filme em jeito de sequela, que nos mostra como está a vida dos personagens na actualidade.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

ALIEN . RETROSPECTIVA


Esta semana com a chegada de Alien: Covenant, de Ridley Scott, faço uma retrospectiva apenas pelos primórdios filmes Alien (ficando a faltar ainda outra sequela Alien: Ressurection de 1997 realizado por Jean-Pierre Jeunet e a prequel Prometheus de 2012 que trouxe de volta Ridley Scott ao universo Alien), a franquia que deu a conhecer ao mundo a destemida Tenente Ellen Ripley e os temíveis Alien ou se preferiram Xenomorph.

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ALIEN (1979)

Há 38 anos atrás, Ridley Scott apresentava ao mundo a saga que o tornaria num dos realizadores mais consagrados da sua era. Alien, serve ainda hoje de referência para muito do que é feito dentro do género do sci-fi e do terror, marcando gerações e desencadeando interessantes teorias e mistérios ao longo destes anos. Sigourney Weaver surpreendia todos, saltando para as luzes da ribalta em Hollywood, com a corajosa Ellen Rippley, representando uma das personagens femininas mais badass de sempre, colocando numa posição de heroína e figura importante que fortalecia o papel da mulher perante mentalidades mais conservadoras. Perante um retrato do desconhecido, Alien mergulhava nas profundezas do universo criando uma atmosfera crescente em suspense e claustrofobia, capaz de inquietar a cada revelação chegando ao climax perfeito, a um ritmo perfeito. 

Abordo da nave Nostromo, já de regresso ao planeta Terra, estão sete tripulantes em hibernação espacial. Quando é detectado um misterioso sinal transmitido de um planetóide a tripulação acorda, investiga a situação e dá de caras com uma atmosfera inusitada, onde uma nave alienígena com uma enorme carcaça no seu interior, parecendo ter explodido, contém dentro do seu peito vários ovos, um dos quais lança uma criatura para o rosto de um dos membros da equipa. A tensão entre membros da equipa vai aumentando, existindo confrontos entre todos perante a inesperada situação.

Alien é um dos mais assustadores filmes de sempre, permanecendo na mente dos que o vêem. Simples e efectivo. Por mais que o queiram imitar, nada bate a construção perfeita desta original pérola não só do sci-fi, mas também do horror.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Crítica: Música a Música (Song to Song) . 2017


Sabemos bem que Terrence Malick tem um jeito especial de fazer filmes, onde por vezes chega a ser difícil explicar o existente fascino pelas suas obras. Apesar de parecer, este não é definitivamente um filme sobre música, é mais uma vez um filme sobre pessoas e relações, sem nunca esquecer o habitual voiceover que acompanha a beleza natural que é a vida, aos olhos do realizador. Nem sempre equilibrado, nem sempre claro, mas é difícil não admirar o trabalho tão próprio e intimo de Malick.

Com o cenário central do South by Southwest Music Festival, o famoso festival de música da cidade de Austin no Texas, Música a Música segue os caminhos entrelaçados de dois casais, a aspirante a música Faye (Rooney Mara), o produtor musical Cook (Michael Fassbender) namorado de Faye, BV (Ryan Gosling) outro músico e também namorado de Faye, e a insegura empregada de mesa Rhonda (Natalie Portman) que casa com Cook. A cima de tudo esta é uma história sobre paixão, sedução, ambição e traição onde tentamos desvendar as peças soltas de um puzzle, através da peculiar narrativa de Terrence Malick, sempre complexa e sempre diferente. 

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Crítica: Foge (Get Out) . 2017


A maior parte das vezes em que a comédia se mistura com o horror, a probabilidade de sucesso não é garantida. Exige um balanço certo para que haja a resposta pretendida para provocar o interesse. Foge consegue não só esse equilíbrio, num tom perfeito que ilustra uma forte mensagem racial, mas ao mesmo tempo satírica das sociedades de hoje em dia, sobretudo do estigma racial americano que acompanha a América ao longo da sua história. Escrito e realizado por Jordan Peele, Foge traz uma certa frescura não só ao género do thriller/horror psicológico, mas também à usual trama em que famílias de namoradas acabam por se transformar numa valente dor de cabeça.

Chris Washington (David Kaluuya) é um fotografo afro-americano a namorar com Rose Armitage (Allison Williams), uma bela rapariga branca e classe média alta cuja família possui uma quinta nos arredores da cidade. Apesar dos receios de Chris, Rose organiza uma viagem de fim de semana à casa da família para lhes apresentar o mais recente pretendente, mas durante a estadia Chris fica cada vez mais perturbado com os comportamentos suspeitos por parte do pai (Bradley Whitford), da mãe (Catherine Keener) e do irmão (Caleb Landry Jones) da namorada. Para além da família, os serventes da casa, também eles negros, parecem ter atitudes estranhas e Chris sente-se cada vez mais intrigado e desconfortável. As suspeitas de que algo está realmente errado ficam mais evidentes, aquando da chegada de amigos da família para uma festa anual que parece ter sido marcada propositadamente. Mas afinal, o que está realmente a acontecer!?