terça-feira, 31 de maio de 2016

PORQUÊ? #4 Johnny Depp, Mortdecai (2015)






[A carreira de um actor, não é feita só de sucessos. Por isso mesmo, vamos celebrar as escolhas menos felizes de grandes actores que em algum momento da sua carreira fizeram escolhas erradas.]

segunda-feira, 30 de maio de 2016

It Takes 2 . #6 Spielberg & Hanks


Steven Spielberg & Tom Hanks

E já lá vão 4: Saving Private Ryan (1998) . Catch Me If You Can (2002) . The Terminal (2004) . Bridge of Spies (2015)

Sucesso da parceria:

A verdade é que existem parcerias que já nos presentearam com um número mais elevado de colaborações, mas estes dois senhores são concerteza das mais bem sucedidas de todos os tempos. Steven Spielberg, lá conta de tempos a tempos com a presença Tom Hanks nos seus filmes, presença essa que já dura há 18 anos e cativou fãs ao longo dos tempos. Quando vemos estes dois nomes juntos, certamente nos espera um grande filme.

High-lights:

Podemos encontrar na lista de papeis de grande destaque na carreira de Hanks, todos os nomes associados a Spielberg, já para não falar na quantidades de nomeações a prémios que vão arrecadando em conjunto, nos projectos em comum. Se Tom Hanks é uma das maiores estrelas de Hollywood, Steven Spielberg é um dos maiores nomes da indústria desde os anos 70. E só por aí vemos.

Spot on:

É conhecida a admiração e carinho que nutrem um pelo outro e isso é transmitido sempre que estão juntos e é algo que flui e se sente nos seus trabalhos. Para além das colaborações realizador/actor, os dois também se juntam para produzir outros projectos, demonstrando claramente o gosto por obras passadas durante a WWII. Certamente farão mais projectos no futuro, e nós ficaremos ansiosamente à espera que isso aconteça.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Crítica: Bons Rapazes (The Nice Guys) . 2016


Mas que delicia! Russell Crowe e Ryan Gosling entram directamente para a lista das melhores duplas de buddy cop movies de todos os tempos. Shane Black é literalmente um dos que melhor faz filmes onde a dinâmica entre actores ganha vida, o que ajuda tudo o resto a fluir com uma naturalidade incrível.

Los Angeles, anos 70. Holland March (Ryan Gosling) é um detective privado um pouco descuidado e trapalhão, viúvo com uma filha (Angourie Rice) de treze anos para criar, aceitando casos fáceis aos quais consiga sacar o máximo de dinheiro aos seus clientes. Quando March é contratado para investigar o desaparecimento da estrela de cinema porno, Misty Mountains, acaba por se ver envolvido numa estranbolica teia, que leva até si Jackson Healy (Russell Crowe), um tipo agressivo e encorpado que faz um trabalho um pouco diferente do detective comum, contratado por Amelia (Margaret Qualley), com ligações incertas a Misty. March e Healy, juntam forças, determinados a desvendar este caso, com interesses muito para além do óbvio. Dois tipos decentes, à procura da verdade, que dentro da sua excentricidade e modos grosseiros, acabam por lutar por um bem comum.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Crítica: Alice do Outro Lado do Espelho (Alice Through the Looking Glass) . 2016


Alice está de volta ao país das Maravilhas! A sequela do live-action de Tim Burton, Alice in Wonderland (2010) regressa agora com muitos dos mesmos personagens, com uma nova história para contar, mas desta vez pelas mãos do realizador James Bobin. O resultado não é o mais surpreendente de todos, mas sem grandes exigências diverte e entretém.

Alice Kingsleigh (Mia Wasikowska) acaba de regressar de uma volta ao mundo, a bordo do navio do seu falecido pai. De volta a Londres, Alice vê-se obrigada a abdicar naquilo que de mais precioso o seu pai lhe deixou, até que reencontra inesperadamente Absolem (com a voz do saudoso Alan Rickman, a quem é dedicado o filme) que a leva até um espelho mágico que a colocará de volta ao país das Maravilhas, onde o Mad Hatter (Johnny Depp) se encontra muito abatido e confuso acerca de dolorosos acontecimentos do passado. Cabe agora a Alice, com a ajuda de todos os seus velhos amigos, prevenir que algo de muito trágico aconteça, numa corrida, literalmente, contra o Tempo (Sacha Baron Cohen).

domingo, 22 de maio de 2016

Crítica: X-Men: Apocalipse (X-Men: Apocalypse) . 2016


Estamos apenas em Maio, e já vamos no quarto filme de super-heróis! Sim, parece que mais que nunca vieram para dominar o cartaz das salas de cinema ao longo do ano (basta olharmos para o calendário dos próximos anos), e garantem entretenimento a todo o tipo de publico. X-Men: Apocalipse é o terceiro lançamento da Marvel em 2016, e infelizmente o mais fraco desses.

Apocalypse (Oscar Isaac) é o primeiro e mais poderoso mutante de todos tempos. Depois de ter estado adormecido durante milhares de anos, procura agora uma nova equipa de poderosos mutantes para o acompanharem na tentativa de dominar o mundo. Esta nas mãos de Professor X (James McAvoy) e de alguns dos seus alunos porem fim aos ataques que poderão por em causa a humanidade, e instalar um regime de medo e revolta para com todos os mutantes do planeta. Com a ajuda de Raven (Jennifer Lawrence), X chegará até Magneto (Michael Fassbender) que depois de ter perdido a família, se prepara para juntar a Apocalypse, traindo mais uma vez a confiança daqueles que acreditam que existe algo de bom em si, e que o bem deve ser praticado sempre, mesmo que tudo indique para o contrário.

domingo, 15 de maio de 2016

Festa do Cinema 2016: Sugestões .


A segunda edição da Festa do Cinema prepara-se para invadir todas as salas do país nos próximos dias 16, 17 e 18 de Maio. A Associação Portuguesa de Empresas Cinematográficas com o apoio do ICA - Instituto do Cinema e do Audiovisual repete esta iniciativa pela segunda vez, depois de ter atingido os 200 mil espectadores na edição do ano passado, estimando chegar este ano aos 250 mil. Com um cartaz muito variado, há cinema para todos os gostos, com bilhetes ao preço fantástico de 2,50€ (excepto sessões 3D e IMAX).

Posto isto, resolvi sugerir-vos 10 filmes dos que se encontram em cartaz um pouco por todo o país, que considero que vale a pena desfrutar no grande ecrã. Nunca se esqueçam que a arte do cinema, também passa muito pela experiência de ver um filme em sala e esse é o principal objectivo deste grande evento.

1. TODOS QUEREM O MESMORichard Linklater (+ exibição da curta portuguesa vencedora de um Urso de Ouro no Festival de Berlim BALADA DE UM BATRÁQUIO, de Leonor Teles).


Depois de Boyhood - Momentos de Uma Vida, Richard Linklater regressa com a sequela espiritual do seu filme de 1993 Dazed and Confused, mas sem qualquer ligação em especifico. Mais uma das suas odes ao passar dos tempos, trazendo até nós a nostalgia de uma era, transmitida com simplicidade.

sábado, 14 de maio de 2016

Crítica: Má Vizinhança 2 (Neighbours 2: Sorority Rising . 2016


As sequelas em geral (acima de tudo sequelas de comédia) têm tendência a perder qualidade e impacto. Tal como outras, Má Vizinhança 2 surge depois do sucesso do primeiro filme, Má Vizinhança em 2014, e tendo em conta a premissa os resultados não seriam promissores. A verdade é que se revela minimamente satisfatória.

Mac (Seth Rogen) e Kelly (Rose Byrne) são um casal feliz e encontram-se agora numa nova fase das suas vidas, são pais. Com mais uma criança a caminho, decidem mudar para uma casa maior. Assim que um casal se interessa pela compra da sua velha casa, ficam sujeitos a um regime de 30 dias sob visitas dos compradores, algo que serve para comprovar se a casa e a vizinhança está de acordo com aquilo que pretendem. Quando menos esperam, e depois de já se terem livrado da fraternidade universitária que residia ao lado, uma nova irmandade denominada Kappa Nu, liderada por Shelby (Chloë Grace Moretz), estabelece-se novamente na área. Para impedir que as raparigas façam algo que comprometa a compra da casa, Mac e Kelly terão de fazer de tudo para que nada espante os compradores e para a elaboração de todas as estratégias contarão a ajuda de um experiente na matéria, o velho amigo Teddy (Zac Efron) que se junta a eles para por fim à irmandade.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Crítica: Money Monster . 2016


O puro thriller à moda dos anos 90, assim é Money Monster. Sem grandes surpresas ou originalidade, Jodie Foster realiza um filme que de imediato se destina a entreter o espectador, sem grandes complexidades e o empurrão dos nomes sonantes no elenco.

O vaidoso e arrogante apresentador de tv Lee Gates (George Clooney), prepara-se para mais um episódio do programa de ajuda financeira, onde sugere a todos os seus telespectadores as melhores hipóteses para ganhar dinheiro com compra de acções na bolsa. Poucos minutos depois de mais um dos seus programas ir para o ar, Lee é feito refém por um seguidor, Kyle Budwell (Jack O'Connell) que o faz refém em directo, acusando-o de ter feito perder uma enorme quantidade de dinheiro, depois de Lee ter sugerido uma má opção no programa. Causando o pânico na estação de televisão o circo está instalado quando o mundo inteiro acompanha os desenvolvimentos, enquanto a policia e a realizadora do programa Patty Fenn (Julia Roberts) tentam negociar com o sequestrador armado.

Crítica: Ensurdecedor (Louder Than Bombs) . 2015


Algures entre a fantasia e a dura realidade da vida, encontramos o absorvente e poético Ensurdecedor, o mais recente trabalho de Joachim Trier, onde volta a explorar profundamente os sentimentos, a essência de cada um e as consequências de escolhas pessoais (tal como fez no seu último filme Oslo, August 31st) desta vez entrando no seio de uma família e das suas relações afectivas.

Esta é a história de uma família disfuncional, cujo o luto deixou marcas bem graves no relacionamento entre os seus membros. Gene Reed (Gabriel Byrne) é um viúvo, que tenta lidar da melhor maneira com os seus dois filhos Jonah (Jesse Eisenberg) e Conrad (Devin Druid), vitimas das circunstancias de terem perdido a mãe Isabelle (Isabelle Hupert) num acidente de viação. Devido à carreira de sucesso de Isabelle, como fotografa de guerra para o New York Times, Richard Weissman (David Strathairn) prepara um artigo sobre a sua vida pessoal e profissional, onde pretende homenagear a colega falecida, revelando aspectos profundos sobre Isabelle que irão abalar ainda mais a estabilidade de Gene e dos seus filhos, obrigando-os a revisitar as memórias perdidas.

sábado, 7 de maio de 2016

Crítica: Viver à Margem (Time Out Of Mind) . 2014


"Eu não sou ninguém. Eu não existo." - aqui figura todo o significado e importância de Viver à Margem. Uma demonstração crua do quão é difícil sobreviver quando se está à mercê da vida nas ruas. Richard Gere tem andado meio que apagado dos grandes ecrãs nos últimos tempos, mas aqui tem a oportunidade de brilhar, num filme realizado por Oren Moverman, que se foca num estilo mais intimista, onde vamos espreitando vários episódios da vida de um sem abrigo.

A história é passada na cidade de Nova Iorque, onde conhecemos George (Richard Gere), um homem de meia idade, actualmente a pernoitar ilegalmente num apartamento abandonado, prestes a ser despejado pelo senhorio da propriedade. George é sem abrigo, mas agarra-se à vergonha e à culpa de ter ignorado a filha (Jena Malone) durante os anos mais importantes da sua vida. Sem sabermos bem o porquê de se encontrar nesta situação, vamos criando empatia consigo e procurando encontrar as respostas certas. Vemos George passar pelas mais variadas situações e tentamos colocar-nos na sua pele. A luta diária para arranjar um sitio para dormir, algo para comer, ou simplesmente a falta de um lugar a que chame casa. George lá vai deambulando sozinho, tentando encontrar forças para resistir à vida sombria, cada vez com mais falta de esperança.  

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Crítica: Negócio das Arábias (A Hologram For The King) . 2015


Duas palavras mágicas: Tom Hanks. E é meio caminho andado para seguirmos em frente! Negócio das Arábias é o mais recente trabalho de Tom Tykwer e tem em si, um monte de boas ideias que se vão perdendo pelo caminho, culpa da inconsistente narrativa, que nem o fantástico Tom Hanks consegue salvar.

Esta é a história de Alan Clay (Tom Hanks), um antigo vendedor imobiliário que viaja para a Arábia Saudita disposto a vender um inovador sistema de video holográfico ao rei, que pretende construir uma grande cidade no meio do deserto. Mas Alan atravessa agora uma crise existencial, sentindo-se deprimido e culpado pelo fim do seu casamento e pelo facto de não poder proporcionar os estudos na faculdade à sua filha. Tudo isto, a juntar ao facto do rei ter marcado a apresentação, mas não saber quando poderá comparecer à mesma, visto que se encontra com a agenda super cheia. Alan e a sua equipa acabam por ficar no país por tempo indeterminado, nesta viagem de negócios que parece não ter fim. Enquanto nada é resolvido, Alan vai conhecendo alguns habitantes com os quais vai criando empatia, e vivendo algumas aventuras que o farão perceber que a vida é feita de altos e baixos, e há que haver força para enfrentar os obstáculos.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Crítica: Capitão América: Guerra Civil ( Captain America: Civil War) . 2016


Ora vamos lá falar do filme do momento. Agora que o hype começa a assentar um bocadinho - e consegui não me deixar influenciar por qualquer comentário que tenho visto desde a sua estreia - Capitão América: Guerra Civil não conseguiu provocar em mim o mesmo êxtase que pelos vistos causou em outros. Gosto do universo que a Marvel criou, mas talvez o facto de estar estagnado no mesmo nível de há algum tempo para cá, faça com que seja apenas mais do mesmo. Entretem? Sim. Gostei? Sim. Fiquei surpreendida? Não.

Desta vez, Steve Rogers aka Captain America (Chris Evans) sente-se sensivelmente abalado com o reaparecimento do seu amigo de longa data Bucky Barnes aka Winter Soldier (Sebastian Stan), depois de um novo incidente que envolve os Avengers. Com a pressão política a cair sobre os super-heróis, e a possibilidade de um acordo que passa a supervisionar tudo aquilo que fazem, o grupo acaba por se dividir. Uns ficam do lado de Captain America, procurando continuar um caminho livre apenas com o objectivo de proteger a humanidade, mesmo que tenham que continuar a sacrificar alguns civis, e outros do lado de Tony Stark aka Iron Man (Robert Downey Jr.), disposto a aceitar o acordo, consumidos por remorsos e culpa.