quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Crítica: Star Trek: Além do Universo (Star Trek Beyond) . 2016


Depois de reintroduzido em 2009 por J. J. Abraams, o universo Star Trek está para durar e agora pelas mãos de Justin Lin (responsável por alguns dos filmes do franchising Fast and Furious) chega a mais nova aventura da U.S.S. Enterprise e da sua tripulação.

Aqui retomamos o final de Star Trek: Into Darkness (2013), quando a tripulação de Captain Kirk (Chris Pine) aceita uma missão de exploração com a duração de cinco anos. Mas passados três, Kirk agora mais cansado e abatido, debate-se com a possibilidade de passar a outro o comando da Enterprise em troca de um trabalho mais recatado. Enquanto isso, uma alien afligida pede a ajuda da tripulação para salvar o seu planeta, e ao chegar ao mesmo e sem saber porquê a nave é brutalmente atacada. Isto tudo acontece ao comando de Krall (Idris Elba), o vilão disposto a por fim a tudo o que se cruze no seu caminho aparentemente sem razões para tal. Mas Krall, viria a ter uma ligação bem mais profunda com a Federação dos Planetas do que aquela que pensávamos e as suas intenções poderão por em causa toda a base de Yorktown.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Crítica: Os Traficantes (War Dogs) . 2016


Sabem aqueles filmes que querem mesmo mesmo dizer bem, mas vêm-se obrigados a dar uma nega!? Bem, Os Traficantes é um desses filmes. É daqueles que nos deixa um sabor agridoce na boca, cujos ingredientes tinham tudo para dar certo, mas seguem um caminho completamente errado. Um filme sem qualquer identidade própria.

Baseado num artigo da revista Rolling Stone (que posteriormente deu origem ao livro "Arms and The Dudes", escrito pelo mesmo responsável pelo artigo, o jornalista Guy Lawson), Os Traficantes é a comédia biográfica onde seguimos a história de David Packouz (Miles Teller) e Efraim Diveroli (Jonah Hill), dois jovens traficantes de armas que conseguem um contrato com o governo americano, de forma a fornecer armas ao exército americano no Afeganistão. Dinheiro fácil, perigo, ganância ou poder, são tudo temas que podemos ver aqui explorados, mas nunca suficientemente bem. Convém também lembrar, que apesar de se basear numa história verídica, a maior parte dos eventos que vemos no filme, são dramatizados ou nunca chegaram a acontecer na realidade.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Crítica: Esquadrão Suicida (Suicide Squad) . 2016


Muito se tem falado acerca de Esquadrão Suicida e - visto que já tinha o texto em atraso há alguns dias - desta vez resolvi fazer um comentário diferente do habitual - até porque todos já devem estar familiarizados com o tema, os seus problemas e surpresas - por isso vou elaborar por tópicos, alguns dos melhores e piores aspectos do mais recente sucesso de bilheteira no mundo inteiro - hate it ou love it! Aviso também que não costumo seguir comics e tudo o que sei sobre os universos da DC (e Marvel) é apenas o que vejo através dos filmes.

O melhor: 

. Boas performances por parte de todo o elenco.

. O girl power é imenso! Sim, lá vem a história do feminismo, mas a verdade é que os personagens interpretados por mulheres têm dado que falar ultimamente e Esquadrão Suicida não é excepção, onde destaco Margot Robbie, o casting perfeito para Harley Quinn, apesar da maior parte dos seus melhores momentos terem sido desperdiçados nos trailers, e Viola Davis, a gangster disfarçada de lady.

. Finalmente há mais cor na DC Comics!! Depois de uma temporada, literalmente liderada por tons escuros, é bom ver mais animo, mais humor e mais cor, contrariando a habitual atmosfera dark dos filmes anteriores, criando aqui um competidor directo com o que a Marvel fez em Guardians of the Galaxy.

. A banda sonora, considerada por muitos um pouco extrema, e sem grande sentido, acaba por condizer com muita da loucura que se passa e a verdade é se era apenas para tornar as cenas mais cool: objectivo conseguido.


domingo, 14 de agosto de 2016

Crítica: A Lenda do Dragão (Pete's Dragon) . 2016


A Lenda do Dragão é um agradável e doce conto à moda antiga, que demonstra o quanto a magia da Disney continua a encantar este ano de 2016. David Lowery é o responsável por este remake do musical de 1977 com o mesmo nome, conseguindo entrar na categoria nostalgia do que é voltar a sentir a magia de um conto bem estruturado, cheio de emotividade.

Esta é a aventura de Pete (Oakes Fegley) um menino órfão de 10 anos que afirma viver na floresta com o seu melhor amigo Elliot, um dragão. Aos cinco anos de idade, Pete viaja pelos bosques com os seus pais, quando de repente embatem num veado e têm um acidente de viação. Os pais de Pete morrem instantaneamente, ficando o menino abrigado na floresta onde é acolhido por um dragão aparentemente temível, mas bastante amigável. As lendas sobre a existência de dragões na floresta local são recontadas vezes sem conta por Mr. Meacham (Robert Redford), que afirma já ter visto um. Bastante céptica, a sua filha Grace (Bryce Howard Dallas) que trabalha como guarda florestal, não acredita nessas histórias, até dar de caras com Pete... O menino misterioso que afirma viver na floresta com um ser gigante verde que indica ter exactamente a descrição de um dragão.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Crítica: Vencer a Qualquer Preço (The Program) . 2015


O escândalo em torno do desportista do ciclismo Lance Armstrong é bem conhecido em todo o mundo. Depois de muito se ter falado sobre o tema, depois das muitas entrevistas, depois do documentário, chega agora o biopic realizado por Stephen Frears, baseado na investigação do jornalista irlandês David Walsh, que durante 13 anos lutou por tornar publica a verdade sobre o (sete vezes) vencedor imbatível da Tour de France.

Em Vencer a Qualquer Preço vemos a glória e a queda de Lance Armstrong (Ben Foster) um dos maiores desportistas de todos os tempos, a quem mais tarde viriam a ser retirado todos os títulos devido à sua participação num dos maiores escândalos de doping da história. David Walsh (Chris O'Dowd), jornalista desportivo do Sunday Times suspeitou e seguiu todos os passos de Armstrong, mais tarde vindo a confirmar as suas suspeitas. Com uma história tão conhecida como esta, seria esperado algo muito mais conciso e mais aprofundado que mostrasse um pouco mais que aquilo que já sabemos, de forma mais fascinante e envolvente. Tudo o que não acontece aqui.